quarta-feira, março 21, 2012

CARTA ARGUMENTATIVA - Proposta 1

Texto 1  
 Jovens, covardes e homofóbicos (Revista Isto É – Edição: 2141) 

Quem são os acusados de espancar quatro rapazes na capital paulista só porque achavam que eles fossem gays.

Bruna Cavalcanti e Solange Azevedo


VIOLÊNCIA
Betonio foi agredido por jovens de classe média. Câmeras de segurança gravaram o ataque.  Soraia, mãe de um deles, reclamou de uma das vítimas por ter feito BO.

“Tudo não passou de uma briga boba.” Foi assim que a publicitária Soraia Costa, 37 anos, classificou a série de espancamentos protagonizada pelo seu filho – de 16 anos – e mais quatro amigos. Todos estudantes de classe média, baladeiros e com histórico de rebeldia. Uma das vítimas foi Luis Alberto Betonio. Ele saía de uma delegacia na região central de São Paulo – com o rosto todo inchado, cheio de curativos e uma porção de hematomas pelo corpo – quando foi abordado por Soraia. Era domingo 14. De maneira autoritária, a publicitária reprimiu a atitude do rapaz. “Você não precisava ter feito um boletim de ocorrência.”

Soraia é bonita, moradora de um bairro nobre da capital e cultiva um estilo autoconfiante. Betonio leva uma vida bem mais modesta. Tem 23 anos, estuda numa universidade popular e reside em Parelheiros, uma das áreas mais pobres da cidade. “Fiquei tão indignado que não consegui responder”, contou Betonio à ISTOÉ. O pai de um dos agressores ainda reclamou com o delegado: “O senhor não é médico. Como pode autuar meu filho em flagrante alegando que ele causou uma lesão corporal gravíssima?”

Os cinco adolescentes, quatro deles menores de idade, passaram pouco mais de 24 horas detidos. Atrás das grades, choraram. “A carceragem é para chorar mesmo. Ainda mais para quem está acostumado com papai e mamãe sempre socorrendo”, disse o delegado Renato Felisoni, que investiga o caso. “Eles chamaram as vítimas de ‘bichas’ e as espancaram porque achavam que fossem homossexuais.” Além de Betonio, o grupo é acusado de atacar outros três rapazes. Um lavador de carros e dois jovens que esperavam por um táxi na avenida Paulista. “Não sou gay, mas um amigo que estava comigo é”, conta Betonio. “Eu tinha acabado de sair de uma lanchonete. Percebi esses jovens vindo no sentido contrário ao meu. Estavam bem vestidos, pareciam pessoas normais.” Logo que passou pelo bando, o universitário foi surpreendido com golpes na cabeça. Jonathan Domingues, 19 anos, o atacou com duas compridas lâmpadas fluorescentes. “Os outros quatro adolescentes assistiam a tudo dando risadas”, lembra a vítima. A pancadaria começou em seguida.

Apesar de os pais dos agressores alegarem que eles são “bons meninos” e que nunca se envolveram em grandes confusões, amigos relatam que não é bem assim. O filho de Soraia passou por várias escolas de São Paulo e, por mais de uma vez, acabou expulso. Desde o início deste ano, é aluno do Colégio Avanço, na zona sul da cidade. “Ele já foi retirado da sala algumas vezes por causa de indisciplina. Costuma ficar rindo das professoras e jogando bolinhas de papel”, revela uma colega. Depois das agressões, ele continua frequentando as aulas normalmente. Amigos próximos têm se divertido com o garoto dizendo que, se acontecer alguma briga, irão chamá-lo para participar. O adolescente vive com a mãe. Ele é filho de Carlos Massetti, acusado pela polícia italiana de ter ligações com a máfia siciliana, e neto de Gaetano Badalamenti. Conhecido como Dom Tano, Badalamenti morreu em 2004, numa prisão americana, onde cumpria pena por assassinatos e tráfico de drogas. Procurada por ISTOÉ, Soraia negou que seu ex-marido tenha dívidas com a Justiça. “Não temos mais nada para falar. Estamos todos bem”, disse. Jonathan, o mais velho do grupo, é praticante de artes marciais e também teve problemas na escola. “No ano passado, o pai queria mandá-lo para Curitiba, para a casa de uma irmã”, afirma o instrutor Reinaldo Dutra, proprietário de uma academia de jiu-jítsu na zona sul de São Paulo. “Ele foi aluno durante uns seis meses e já não aparecia havia algum tempo. Não parecia brigão. Mas ouvi dizer que costumava beber quando ia para as baladas.” Jonathan mora com o pai e um irmão num confortável apartamento numa área nobre de São Paulo. Perto dali, vivem os outros três agressores. Um deles, também adepto do jiu-jítsu e de muay-thai. O garoto, de 16 anos, que reside com a mãe, passou a se apresentar na rede social Orkut como “o moleque doido da avenida” assim que foi libertado da Fundação Casa (ex-Febem).


Homofobia de farda

Mais um caso chocante de homofobia abalou a reputação do Rio de Janeiro, cidade eleita o melhor destino gay do mundo por um site e um canal de tevê internacionais. Um dos mais bonitos cartões-postais da cidade, o Arpoador, na orla de Ipanema, foi palco da cena ocorrida no domingo 14, quando um grupo de 20 jovens homossexuais que tinha participado, pouco antes, da passeata do Orgulho Gay estava reunido no local e foi abordado pelos sargentos Ivanildo Ulisses Gervásio e Jonathan Fernandes da Silva. Armados e trajando fardas camufladas, os militares insultaram e expulsaram o grupo. O estudante Douglas Igor Marques, 19 anos, ousou questionar a truculência e, em resposta, foi baleado na barriga. Por sorte, o tiro pegou de raspão. “A motivação foi homofóbica”, afirmou o delegado Fernando Veloso, da Delegacia do Leblon, que autuou os sargentos por tentativa de homicídio duplamente qualificada (motivo torpe e sem dar chance de defesa à vítima). “O cara me empurrou no chão, falou que eu era uma vergonha para a minha família, e atirou”, contou Douglas. Os agressores estão presos preventivamente e podem ser expulsos da instituição.

O Estado do Rio foi o primeiro a criar um programa de combate à homofobia, seguindo os passos do governo federal. Nos últimos 12 meses, o “Rio sem Homofobia” registrou 600 denúncias de agressão contra homossexuais — recebidas tanto por um disque-cidadania gay como por registros policiais. “Somos o primeiro Estado a incluir a homofobia como possível motivo de crime nos boletins de ocorrência. Em janeiro do ano que vem, pretendemos inaugurar um núcleo de monitoramento de crimes homofóbicos”, explicou Cláudio Nascimento, presidente do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT do Rio.

Adriana Prado e Wilson Aquino



Texto 2

O Princípio da Igualdade, presente explicitamente no caput do artigo 5º da Constituição da República Federativa do Brasil:

“Todos somos iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza, garantindo – se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à segurança e à propriedade, (…)”, 


Texto 3

Sermão de Santo Antônio aos Peixes, do qual foi transcrito o fragmento abaixo, da parte IV.

“A primeira coisa que me desedifica, peixes, de vós, é que vos comeis uns aos outros. Grande

escândalo é este, mas a circunstância o faz ainda maior. Não só vos comeis uns aos outros, senão que

os grandes comem os pequenos. Se fora pelo contrário era menos mal. Se os pequenos comeram os

grandes, bastara um grande para muitos pequenos; mas como os grandes comem os pequenos, não

bastam cem pequenos, nem mil, para um só grande. (…)

Os homens, com suas más e perversas cobiças, vêm a ser como os peixes que se comem uns

aos outros. Tão alheia coisa é não só da razão, mas da mesma natureza, que sendo todos criados no mesmo elemento, todos cidadãos da mesma pátria, e todos finalmente irmãos, vivais de vos comer.

(Padre Antônio Vieira)


Texto 4
OS DEZ MANDAMENTOS descrevem as exigências do amor de Deus e do próximo: Os três primeiros se referem aos deveres do homem para com Deus, e pode ser resumido em "Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo o entendimento" (Mt 22,37). Os outros sete mandamentos se referem ao amor ao próximo. E foi resumido assim: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mc 12,31).

Atividade proposta

Redija uma CARTA ARGUMENTATIVA de 20 a 25 linhas à edição da Revista Isto é, apresentando a sua posição sobre a homofobia no Brasil e o programa de combate a ela, criado no Rio de Janeiro “Rio sem Homofobia.” Relacione o conteúdo de sua redaçao aos textos 2, 3 e 4 explicitando se o seu ponto de vista está ou não em conformidade com eles.

sábado, março 17, 2012

REALIDADE OU FICÇÃO?




Ficção


Ficção é o termo usado para designar uma narrativa imaginária, irreal, ou referir obras (de arte) criadas a partir da imaginação. Em contraste, a não-ficção reivindica ser uma narrativa factual sobre a realidade. Obras ficcionais podem ser parcialmente baseadas em fatos reais, mas sempre contêm algum conteúdo imaginário. 

Realidade



Realidade (do latim realitas isto é, "coisa") significa em uso comum "tudo o que existe". Em seu sentido mais livre, o termo inclui tudo o que é, seja ou não perceptível, acessível ou entendido pela ciência, filosofia ou qualquer outro sistema de análise.
O real é tido como aquilo que existe, fora da mente. Ou dentro dela também. A ilusão, a imaginação, embora não esteja expressa na realidade tangível extra-mentis, existe ontologicamente,onticamente* (relativa ao ente - vide Heidegger in "Ser e tempo")*, ou seja: intra-mentis. E é portanto real, embora possa ser ou não ilusória. A ilusão quando existente, é real e verdadeira em si mesma. Ela não nega sua natureza. Ela diz sim a si mesma. A realidade interna ao ser, seu mundo das ideias, embora na qualidade de ens fictionis intra mentis (ipsis literis, in "Proslogion" deAnselmo de Aosta - argumento ontológico), ou seja, enquanto ente fictício, imaginário, idealizado no sentido de tornar-se ideia, e ser ideia, pode - ou não - ser existente e real também no mundo externo. O que não nega a realidade da sua existência enquanto ente imaginário, idealizado.
Quanto ao externo - o fato de poder ser percebido só pela mente - torna-se sinônimo de interpretação da realidade, de uma aproximação com a verdade. A relação íntima entre realidade e verdade, o modo em como a mente interpreta a realidade, é uma polêmica antiga. O problema, na cultura ocidental, surge com as teorias de Platão e Aristóteles sobre a natureza do real (o idealismo e o realismo). No cerne do problema está presente a questão da imagem (a representação sensível do objeto) e a da ideia (o sentido do objeto, a sua interpretação mental ).
Em senso comum, realidade significa o ajuste que fazemos entre a imagem e a ideia da coisa, entre verdade e verossimilhança. O problema da realidade é matéria presente em todas as ciências e, com particular importância, nas ciências que têm como objeto de estudo o próprio homem : a antropologia cultural e todas as que nela estão implicadas : a filosofia, a psicologia, a semiologia e muitas outras, além das técnicas e das artes visuais.
Na interpretação ou representação do real, (verdade subjetiva ou crença), a realidade está sujeita ao campo das escolhas, isto é, determinamos parte do que consideramos ser um fato, ato ou uma possibilidade, algo adquirido a partir dos sentidos e do conhecimento adquirido. Dessa forma, a construção das coisas e as nossas relações dependem de um intrincado contexto, que ao longo da existência cria a lente entre a aprendizagem e o desejo: o que vamos aceitar como real? Portanto a realidade é construída pelo sujeito cognoscente; ela não é dada pronta para ser descoberta.
A verdade (subjetiva) pode, às vezes, estar próxima da realidade, mas depende das situações, contextos, das premissas de pensamento, tendo de criar dúvidas reflexivas. Às vezes, aquilo o que observamos está preso a escolhas que são mais um conjunto de normas do que evidências.



Ficção x Realidade

Ao longo da história do pensamento humano, a Filosofia, a Teoria da Arte e a Teoria da Comunicação vêm estudando a questão de como delimitar a fronteira entre ficção e realidade. É a camuflagem do limite entre representação e realidade que dá início e sentido ao problema. O observador de um quadro, ainda que fosse pintado com a mais precisa técnica de "realismo", não era "enganado", pois sabia que estava vendo um quadro. A fotografia, ainda que fosse alegadamente a captação mais fiel da realidade, não se confundia com ela, para o observador, por ser imagem estática. Mas o cinema, pela a transposição acelerada de fotogramas, causa a ilusão de movimento, o que amplia a sensação de "realismo" da imagem reproduzida, mais ainda com o advento posterior das cores (já que o preto-e-branco seria uma forma de diferenciar da visão "real" humana).
É essa opção que gera um problema de linguagem para o audiovisual. Se nenhuma imagem é o real, como transmitir o real? A afirmação de que "mesmo na realidade da imagens há muita ficção" (Ivete Lara C. Walty, "O Que É Ficção"), na medida em que condena toda produção audiovisual (mesmo aquela pretensamente "documental") ao status de ficção, nega-lhes a confiabilidade e veracidade anteriormente conferidas. O problema de linguagem passa a ser "como contar a verdade?".

Fonte: Wikipedia
APÓS A LEITURA DAS DEFINIÇÕES ACIMA, DA LEITURA DO CONTO REALIZADO EM SALA DE AULA E TODAS AS REFLEXÕES FEITAS COLETIVAMENTE RESPONDA EM FORMA DE COMENTÁRIO:

QUAIS SÃO OS LIMITES ENTRE A REALIDADE E A FICÇÃO?

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

ARTIGO DE OPINIÃO

É comum encontrar circulando no rádio, na TV, nas revistas, nos jornais, temas polêmicos que exigem uma posição por parte dos ouvintes, espectadores e leitores, por isso, o autor geralmente apresenta seu ponto de vista sobre o tema em questão através do artigo de opinião.

É importante estar preparado para produzir esse tipo de texto, pois em algum momento poderão surgir oportunidades ou necessidades de expor ideias pessoais através da escrita.

Nos gêneros argumentativos, o autor geralmente tem a intenção de convencer seus interlocutores e, para isso, precisa apresentar bons argumentos, que consistem em verdades e opiniões.

O artigo de opinião é fundamentado em impressões pessoais do autor do texto e, por isso, são fáceis de contestar.

Para produzir um bom artigo de opinião é aconselhável seguir algumas orientações. Observe:

a) Após a leitura de vários pontos de vista, anote num papel os argumentos que mais lhe agradam, eles podem ser úteis para fundamentar o ponto de vista que você irá desenvolver.

b) Ao compor seu texto, leve em consideração o interlocutor: quem irá ler a sua produção. A linguagem deve ser adequada ao gênero e ao perfil do público leitor.

c) Escolha os argumentos, entre os que anotou, que podem fundamentar a ideia principal do texto de modo mais consciente, e desenvolva-os.

d) Pense num enunciado capaz de expressar a ideia principal que pretende defender.

e) Pense na melhor forma possível de concluir seu texto: retome o que foi exposto, ou confirme a ideia principal, ou faça uma citação de algum escritor ou alguém importante na área relativa ao tema debatido.

f) Crie um título que desperte o interesse e a curiosidade do leitor.

g) Formate seu texto em colunas e coloque entre elas uma chamada (um importante e pequeno trecho do seu texto).

h) Após o término do texto, releia e observe se nele você se posiciona claramente sobre o tema; se a ideia está fundamentada em argumentos fortes e se estão bem desenvolvidos; se a linguagem está adequada ao gênero; se o texto apresenta título e se é convidativo e, por fim, observe se o texto como um todo é persuasivo.

Reescreva-o, se necessário.


Por Marina Cabral
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura
Equipe Brasil Escola

segunda-feira, dezembro 12, 2011

E CHEGA AO FIM 2011

É fim de ano


Varandas enfeitadas e iluminadas anunciam a chegada do natal. Shoppings lotados de gente feliz carregando sacolas de compras. Papais Noel de aluguel atraem fregueses nas portas das lojas. Crianças escolhem nas vitrines os presentes mais caros para desespero dos pais. Listas do carteiro, lixeiro, porteiro, jornaleiro e até do entregador de pizza. Em boa hora chega o décimo terceiro e ajuda a bancar a festa.
Bares e restaurantes repletos de pessoas confraternizando. Amigo oculto e troca de CDs pirata, agendas, águas de colônia de farmácia e inutilidades para o lar. Hora de abrir presentes e corações para reatar velhas amizades, de renovar planos para o ano que vai iniciar, mesmo sabendo que dificilmente irão se realizar. Planos de voltar a estudar, pagar as dívidas, poupar dinheiro, viajar, trocar de carro e fazer aquela plástica a muito sonhada.
Noite Feliz. Casa cheia de gente com roupa nova. Árvore de natal piscando e crianças correndo em volta ansiosas para abrir os presentes. Parentes distantes trocam informações sobre quem nasceu e quem morreu; quem casou e quem se separou. Mesa farta com fila para se servir de peru, pernil, presunto, bacalhau e farofa. Faz calor no natal tropical, uma cervejinha gelada cai melhor do que um tinto encorpado. A tia velha e gorda se empapuça de pernil, rabanadas, nozes e castanhas. Que se dane a dieta, pode ser seu último natal. Algazarra na distribuição de presentes. Fim de festa com papel de presente espalhado pelo chão e crianças dormindo nos colos dos pais.
Uma semana de trégua e a festa recomeça. Especial do Roberto Carlos, reveillon do Faustão e flores para Iemanjá. Queima de fogos em Copacabana e árvore flutuante na Lagoa. Meia noite. Espocam champanhes e planos para o ano novo. Bebedeira geral. Gente de branco pelas ruas se abraçando e saudando o ano que acabou de começar. 
Ressaca logo no primeiro dia. Aos poucos o sonho se desfaz e a vida volta ao normal. IPTU, IPVA, cartão de crédito para pagar sem o décimo terceiro para ajudar. No ano que vem tudo vai mudar.
Fabio Bastos

terça-feira, outubro 18, 2011

EXERCÍCIOS ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS - 3º. ANO

Classifique as orações subordinadas adverbiais. Consulte as conjunções em seu caderno.



COPIE AS FRASES NO CADERNO.

A) Como Marjory faltou, Marcelo ficou triste.

B) Bruno receberá o dinheiro, desde que volte hoje.

C) Lucas gritou tanto durante o jogo, que ficou rouco.

D) Daniel agiu consoante determina o regulamento.

E) Embora seja simpático, Matheus tem poucos amigos.

F) Os alunos aprendiam à medida que Idalina explicava.

G) Thiago vive neste lugar desde que nasceu.

H) Túlio gravou o jogo para que nós o assistíssemos depois.

I) Davi foi chamado assim que a situação se complicou.

J) À proporção que as férias se aproximam, Jota fica ansioso.

K) Jordana falou mais alto, a fim de que todos a escutassem.

L)Taís não criticou os amigos, ainda que estivessem errado.

M)  Derek revisou as contas para que não o enganassem nos cálculos.

N) A seleção será feita segundo os critérios estabelecidos.

O) Se tudo correm bem, os resultados serão divulgados hoje.

P) Felipe assaltou a geladeira porque estava faminto.

Q) O dia estava tão frio que Lorena desistiu de ir à praia.

R) O povo será feliz se houver justiça.

S) Dimas executou as tarefas consoante as explicações.

T) Jéssica ficou esperando enquanto concluíamos o relatório.

U) Ellen portou-se tal qual uma adepta da causa.

V) Raissa chegou cedo, a fim de conseguir um bom lugar.

W) Luana alimentou-se tão mal, que sentiu tonturas.

X) Ingrid foi elogiada porque realizou um ótimo trabalho.

Y) Seabra será promovido, ao menos que cometa algum erro.

Z)Karine e Cecília serão transferidas, caso a promoção aconteça.

EXERCÍCIOS ACENTUAÇÃO - 1º. ANO

Tabela com regras já de acordo com a nova ortografia
*Proparoxítonas. Sempre acentuadas: simpática, cômodo Continua tudo igual ao que era antes da nova ortografia.
*Paroxítonas. Se terminadas em: R, X, N, L, I, IS, UM, UNS, US, PS, Ã, ÃS, ÃO, ÃOS; ditongo oral, seguido ou não de S fácil, táxi, tênis, hífen, caráter, látex, bíceps, ímã, órfãs,. Continua tudo igual.
Observe:
1) Terminadas em ENS não levam acento: hífens.

*Oxítonas. Se terminadas em: A, AS, E, ES, O, OS, EM, ENS vatapá, avô, avós, refém, parabéns Continua tudo igual.
Observe:
1. terminadas em I, IS, U, US não levam acento: tatu, abacaxi.
*Monossílabos tônicos  terminados em A, AS, E, ES, O,OS vá, pás, pé, mês, pôs Continua tudo igual.
Atente para os acentos nos verbos com formas oxítonas: adorá-lo, debatê-lo, etc.



Ditongos abertos em palavras paroxítonas EI, OI, idéia, colméia, bóia Esta regra desapareceu (para palavras paroxítonas). Escreve-se agora: ideia, colmeia,
Ditongos abertos em palavras oxítonas ÉIS, ÉU(S), ÓI(S) papéis, herói, heróis, troféu, céu, mói (moer) Continua tudo igual (mas, só para palavras oxítonas com uma ou mais sílabas).

Tipo de palavra ou sílaba Quando acentuar Exemplos (como eram) Observações
(como ficaram)
ôo, ee vôo, zôo, enjôo, vêem Esta regra desapareceu.
Agora se escreve: zoo, perdoo veem, voo.
Verbos ter e vir na terceira pessoa do plural do presente do indicativo eles têm,
eles vêm Continua tudo igual.
Ele vem; eles vêm.
Eles têm; ela tem.
Derivados de ter e vir (obter, manter, intervir) na terceira pessoa do singular leva acento agudo;
na terceira pessoa do plural do presente levam ele obtém, detém, mantém;
eles obtêm, detêm, mantêm Continua tudo igual.
Acento diferencial. Esta regra desapareceu, exceto para os verbos:
PODER (diferença entre passado e presente.
PÔR (diferença com a preposição por e o verbo);
TER e VIR e seus compostos
Observe:
1) Perdem o acento as palavras compostas com o verbo PARAR:
2) FÔRMA (de bolo): O acento será opcional. .
Trema (O trema não é acento gráfico.)
Desapareceu o trema sobre o U em todas as palavras do português: Linguiça, ingüísti, ingüístico, tranquilo, linguístico.
Exceto as de língua estrangeira: Günter, Gisele Bündchen, müleriano

EXERCÍCIOS

01 - (UFES) O acento gráfico de "três" justifica-se por ser o vocábulo:
a) Monossílabo átono terminado em ES.
b) Oxítono terminado em ES
c) Monossílabo tônico terminado em S
d) Oxítono terminado em S
e) Monossílabo tônico terminado em ES
02 - (UFES) Se o vocábulo CONCLUIU não tem acento gráfico, tal não acontece com uma das seguintes formas do verbo CONCLUIR:
a) concluia
b) concluirmos
c) concluem
d) concluindo
e) concluas
03 - (Med./Itajubá) Nenhum vocábulo deve receber acento gráfico, exceto:
a) abacaxi
b) ideia
c) assembleia
d) heroi
e) voo
04 - (Med./ Itajubá) Todos os vocábulos devem ser acentuados graficamente, exceto:
a) magoo
b) faisca
c) reporter
d) chapeus
e) proteina
05 - (PUC-Campinas) Assinale a alternativa de vocábulo corretamente acentuado:
a) hífen
b) ítem
c) ítens
d) enjoo
e) feiura
06 - (RJ) "Andavam devagar, olhando para trás... (J.A. de Almeida-Américo A. Bagaceira)
Assinale o item em que nem todas as palavras são acentuadas pelo mesmo motivo da palavra grifada no texto.
a) Más – vês
b) Mês – pás
c) Vós – Brás
d) Pés – atrás
e) Dês – pés
07 - (Mackenzie) Indique a única alternativa em que nenhuma palavra é acentuada graficamente:
a) lapis, canoa, urubu, jovens,
b) ruim, sozinho, aquele, traiu
c) saudade, reu, grau, aneis
d) flores, açucar, album, virus,
e) voo, legua, assim, tenis
08 - Nas alternativas que seguem escreva C (certo) ou E (errado) ao lado das palavras.
a) hífens
b) refens
c) itens
d) vôo
e) látex
f) jiboia
g) rubrica
h) pára (verbo)
i) pôr (verbo)
j) Piauí
k) ele detém
l) degrau
m) bóia
n) pudico
o) heroico
p) baú
q) caíndo
r) leem
s) táxi
t) mói
u) heróico
v) herói
09 - Assinale a alternativa em que ocorre erro na acentuação gráfica da forma verbal acompanhada de pronome.
a) ferí-la
b) estudá-la
c) compô-la
d) vemdê-la
e) retribuí-la
10 - Acentue, se necessário, as palavras:
a) ingles
b) energico
c) publico
d) veus
e) Belem
f) rainha
g) feiura
h) tranquilo
i) veem
j) pajens

11 - (FUVEST-SP) Copie apenas as palavras que devem ser acentuadas graficamente, colocando os respectivos acentos:

boia-boa-doce-substitui-lo-reune-heroico-benção-parti-lo
___________________________________________________________________________
PARTE II
01 - (UFES) O acento gráfico de "três" justifica-se por ser o vocábulo:
a) Monossílabo átono terminado em ES.
b) Oxítono terminado em ES
c) Monossílabo tônico terminado em S
d) Oxítono terminado em S
e) Monossílabo tônico terminado em ES

06) (UFES) Assinale a opção em que o par de vocábulos não obedece á mesma regra
de acentuação gráfica.
a) sofismático/ insondáveis
b) automóvel/fácil
c) tá/já
d) água/raciocínio
e) alguém/convém

07) (Med/Itajubá) Os dois vocábulos de cada item devem ser acentuado
graficamente, exceto:
a) herbivoro-ridiculo
b) logaritmo-urubu
c) miudo-sacrificio
d) carnauba-germem
e) Biblia-hieroglifo

09 - (RJ) "Andavam devagar, olhando para trás... (J.A. de Almeida-Américo A. Bagaceira). Assinale o item em que nem todas as palavras são acentuadas pelo mesmo motivo da
palavra grifada no texto.
a) Más – vês
b) Mês – pás
c) Vós – Brás
d) Pés – atrás
e) Dês – pés

12 - (Mackenzie) Indique a única alternativa em que nenhuma palavra é acentuada graficamente:
a) lapis, canoa, abacaxi, jovens,
b) ruim, sozinho, aquele, traiu
c) saudade, onix, grau, orquidea
d) flores, açucar, album, virus,
e) voo, legua, assim, tênis

17 - Nas alternativas, a acentuação gráfica está correta em todas as palavras,
exceto:
a) jesuíta, caráter
b) viúvo, sótão
c) baínha, raíz
d) naúfrago, espádua
e) gráfico, flúor

Questões de 20 a 26.
Coloque o acento gráfico nas formas verbais, quando necessário, pois os acentos foram omitidos.

20 - "Quem ve cara não ve coração".
21 - "Quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lugar lhe vem"
22 - "O homem que le vale mais
23 - "Quem tem boca vai a Roma
24 - "Depois da tempestade, vem bonança "
25 - "Há males que vem para bem.
26 - "Ela para trabalhar...

62 - (F. VALEPARAIBANA DE ENSINO) Assinale a alternativa que não contém erro:
a) após, caráter, caju, album
b) caqui, dólar, vírus, ritmo
c) ínterim, jóquei, urubú, também
d) parabéns, atrás, aquí, túnel
e) taxi, enigma, ônus, montanhês

70 – Acentue as palavras abaixo, justificando a acentuação de acordo com as regras estudadas:

a) hifens
b) refens
c) latex
d) levedo
e) maquina
f) relogio
g) onix
h) energetico
i) saida
j) ipes

  

quinta-feira, outubro 06, 2011

PARNASIANISMO - RESUMO

Introdução 

A Parnasianismo foi um movimento literário que surgiu na França, na metade do século XIX e se desenvolveu na literatura européia, chegando ao Brasil. Esta escola literária foi uma oposição ao romantismo, pois representou a valorização da ciência e do positivismo. 

O nome parnasianismo surgiu na França e deriva do termo "Parnaso", que na mitologia grega era o monte do deus Apólo e das musas da poesia. Na França, os poetas parnasianos que mais se destacaram foram: Théophile Gautier, Leconte de Lisle, Théodore de Banville e José Maria de Heredia.

Características do Parnasianismo
- Objetividade no tratamento dos temas abordados. O escritor  parnasiano trata os temas baseando na realidade, deixando de lado o subjetivismo e a emoção;
- Impessoalidade: a visão do escritor não interfere na abordagem dos fatos;
- Valorização da estética e busca da perfeição. A poesia é valorizada por sua beleza em sí e, portanto, deve ser perfeita do ponto de vista estético;
- O poeta evita a utilização de palavras da mesma classe gramatical em suas poesias, buscando tornar as rimas esteticamente ricas;
- Uso de linguagem rebuscada e vocabulário culto;
- Temas da mitologia grega e da cultura clássica são muito frequentes nas poesias parnasianas;
- Preferência pelos sonetos;
- Valorização da metrificação: o mesmo número de sílabas poéticas é usado em cada verso;
- Uso e valorização da descrição das cenas e objetos.

Parnasianismo no Brasil

No Brasil, o parnasianismo chegou na segunda metade do século XIX e teve força até o movimento modernista (Semana de Arte Moderna de 1922). 
Os principais representantes do parnasianismo brasileiro foram:
- Alberto de Oliveira. Obras principais: Meridionais (1884), Versos e Rimas (1895), Poesias (1900), Céu, Terra e Mar (1914), O Culto da Forma na Poesia Brasileira (1916).
- Raimundo Correia. Obras principais: Primeiros Sonhos (1879), Sinfonias(1883), Versos e Versões(1887), Aleluias(1891), Poesias(1898).
- Olavo Bilac. Obras principais: Poesias (1888), Crônicas e novelas (1894), Crítica e fantasia (1904), Conferências literárias (1906), Dicionário de rimas (1913), Tratado de versificação (1910), Ironia e piedade, crônicas (1916), Tarde (1919).
- Francisca Júlia. Obras principais: Mármores (1895), Livro da Infância (1899), Esfínges (1903), Alma Infantil (1912).
- Vicente de Carvalho. Obras principais: Ardentias (1885), Relicário (1888), Rosa, rosa de amor (1902), Poemas e canções, (1908), Versos da mocidade (1909), Páginas soltas (1911), A voz dos sinos, (1916).


* Olavo Bilac, Alberto de Oliveira e Raimundo Correia formaram a chamada "Tríade Parnasiana".

250 EXERCÍCIOS ANÁLISE SINTÁTICA

1. (UF-MG) Em todas as alternativas, o termo em negrito exerce a função de sujeito, exceto em: a) Quem sabe de que será capaz a mulher de...