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quarta-feira, setembro 10, 2014
quarta-feira, março 21, 2012
CARTA ARGUMENTATIVA - Propostas 2 e 3
PROPOSTA 2
"
"
"O Brasil é
"
Umas pelas outras, as
Débora, de 16
(CARLOS HEITOR CONY, Jornal Folha de S. Paulo, 9/10/2000, p.A-2)
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PROPOSTA 3
Texto 01- LÍNGUA PRESA
É
A
O
Franz Josef Hildinger (
O
A
Alfredo Spínola de Mello
"Gostaria de
Lúcio Antunes (
Veja—O Brasil deveria seguir a França e tomar medidas para evitar o uso de palavras estrangeiras?
Fischer—Não . Idiomas não são pedras mas esponjas . Não se deve tentar impedir o enriquecimento do
CARTA ARGUMENTATIVA - Proposta 1
Jovens, covardes e homofóbicos (Revista Isto É – Edição: 2141)
Quem são os acusados de espancar quatro rapazes na capital paulista só porque achavam que eles fossem gays.
Bruna Cavalcanti e Solange Azevedo
VIOLÊNCIA
Betonio foi agredido por jovens de classe média. Câmeras de segurança gravaram o ataque. Soraia, mãe de um deles, reclamou de uma das vítimas por ter feito BO.
Betonio foi agredido por jovens de classe média. Câmeras de segurança gravaram o ataque. Soraia, mãe de um deles, reclamou de uma das vítimas por ter feito BO.
“Tudo não passou de uma briga boba.” Foi assim que a publicitária Soraia Costa, 37 anos, classificou a série de espancamentos protagonizada pelo seu filho – de 16 anos – e mais quatro amigos. Todos estudantes de classe média, baladeiros e com histórico de rebeldia. Uma das vítimas foi Luis Alberto Betonio. Ele saía de uma delegacia na região central de São Paulo – com o rosto todo inchado, cheio de curativos e uma porção de hematomas pelo corpo – quando foi abordado por Soraia. Era domingo 14. De maneira autoritária, a publicitária reprimiu a atitude do rapaz. “Você não precisava ter feito um boletim de ocorrência.”
Soraia é bonita, moradora de um bairro nobre da capital e cultiva um estilo autoconfiante. Betonio leva uma vida bem mais modesta. Tem 23 anos, estuda numa universidade popular e reside em Parelheiros, uma das áreas mais pobres da cidade. “Fiquei tão indignado que não consegui responder”, contou Betonio à ISTOÉ. O pai de um dos agressores ainda reclamou com o delegado: “O senhor não é médico. Como pode autuar meu filho em flagrante alegando que ele causou uma lesão corporal gravíssima?”
Os cinco adolescentes, quatro deles menores de idade, passaram pouco mais de 24 horas detidos. Atrás das grades, choraram. “A carceragem é para chorar mesmo. Ainda mais para quem está acostumado com papai e mamãe sempre socorrendo”, disse o delegado Renato Felisoni, que investiga o caso. “Eles chamaram as vítimas de ‘bichas’ e as espancaram porque achavam que fossem homossexuais.” Além de Betonio, o grupo é acusado de atacar outros três rapazes. Um lavador de carros e dois jovens que esperavam por um táxi na avenida Paulista. “Não sou gay, mas um amigo que estava comigo é”, conta Betonio. “Eu tinha acabado de sair de uma lanchonete. Percebi esses jovens vindo no sentido contrário ao meu. Estavam bem vestidos, pareciam pessoas normais.” Logo que passou pelo bando, o universitário foi surpreendido com golpes na cabeça. Jonathan Domingues, 19 anos, o atacou com duas compridas lâmpadas fluorescentes. “Os outros quatro adolescentes assistiam a tudo dando risadas”, lembra a vítima. A pancadaria começou em seguida.
Apesar de os pais dos agressores alegarem que eles são “bons meninos” e que nunca se envolveram em grandes confusões, amigos relatam que não é bem assim. O filho de Soraia passou por várias escolas de São Paulo e, por mais de uma vez, acabou expulso. Desde o início deste ano, é aluno do Colégio Avanço, na zona sul da cidade. “Ele já foi retirado da sala algumas vezes por causa de indisciplina. Costuma ficar rindo das professoras e jogando bolinhas de papel”, revela uma colega. Depois das agressões, ele continua frequentando as aulas normalmente. Amigos próximos têm se divertido com o garoto dizendo que, se acontecer alguma briga, irão chamá-lo para participar. O adolescente vive com a mãe. Ele é filho de Carlos Massetti, acusado pela polícia italiana de ter ligações com a máfia siciliana, e neto de Gaetano Badalamenti. Conhecido como Dom Tano, Badalamenti morreu em 2004, numa prisão americana, onde cumpria pena por assassinatos e tráfico de drogas. Procurada por ISTOÉ, Soraia negou que seu ex-marido tenha dívidas com a Justiça. “Não temos mais nada para falar. Estamos todos bem”, disse. Jonathan, o mais velho do grupo, é praticante de artes marciais e também teve problemas na escola. “No ano passado, o pai queria mandá-lo para Curitiba, para a casa de uma irmã”, afirma o instrutor Reinaldo Dutra, proprietário de uma academia de jiu-jítsu na zona sul de São Paulo. “Ele foi aluno durante uns seis meses e já não aparecia havia algum tempo. Não parecia brigão. Mas ouvi dizer que costumava beber quando ia para as baladas.” Jonathan mora com o pai e um irmão num confortável apartamento numa área nobre de São Paulo. Perto dali, vivem os outros três agressores. Um deles, também adepto do jiu-jítsu e de muay-thai. O garoto, de 16 anos, que reside com a mãe, passou a se apresentar na rede social Orkut como “o moleque doido da avenida” assim que foi libertado da Fundação Casa (ex-Febem).
Homofobia de farda
Mais um caso chocante de homofobia abalou a reputação do Rio de Janeiro, cidade eleita o melhor destino gay do mundo por um site e um canal de tevê internacionais. Um dos mais bonitos cartões-postais da cidade, o Arpoador, na orla de Ipanema, foi palco da cena ocorrida no domingo 14, quando um grupo de 20 jovens homossexuais que tinha participado, pouco antes, da passeata do Orgulho Gay estava reunido no local e foi abordado pelos sargentos Ivanildo Ulisses Gervásio e Jonathan Fernandes da Silva. Armados e trajando fardas camufladas, os militares insultaram e expulsaram o grupo. O estudante Douglas Igor Marques, 19 anos, ousou questionar a truculência e, em resposta, foi baleado na barriga. Por sorte, o tiro pegou de raspão. “A motivação foi homofóbica”, afirmou o delegado Fernando Veloso, da Delegacia do Leblon, que autuou os sargentos por tentativa de homicídio duplamente qualificada (motivo torpe e sem dar chance de defesa à vítima). “O cara me empurrou no chão, falou que eu era uma vergonha para a minha família, e atirou”, contou Douglas. Os agressores estão presos preventivamente e podem ser expulsos da instituição.
O Estado do Rio foi o primeiro a criar um programa de combate à homofobia, seguindo os passos do governo federal. Nos últimos 12 meses, o “Rio sem Homofobia” registrou 600 denúncias de agressão contra homossexuais — recebidas tanto por um disque-cidadania gay como por registros policiais. “Somos o primeiro Estado a incluir a homofobia como possível motivo de crime nos boletins de ocorrência. Em janeiro do ano que vem, pretendemos inaugurar um núcleo de monitoramento de crimes homofóbicos”, explicou Cláudio Nascimento, presidente do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT do Rio.
Adriana Prado e Wilson Aquino
Texto 2
O Princípio da Igualdade, presente explicitamente no caput do artigo 5º da Constituição da República Federativa do Brasil:
“Todos somos iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza, garantindo – se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à segurança e à propriedade, (…)”,
Texto 3
Sermão de Santo Antônio aos Peixes, do qual foi transcrito o fragmento abaixo, da parte IV.
“A primeira coisa que me desedifica, peixes, de vós, é que vos comeis uns aos outros. Grande
escândalo é este, mas a circunstância o faz ainda maior. Não só vos comeis uns aos outros, senão que
os grandes comem os pequenos. Se fora pelo contrário era menos mal. Se os pequenos comeram os
grandes, bastara um grande para muitos pequenos; mas como os grandes comem os pequenos, não
bastam cem pequenos, nem mil, para um só grande. (…)
Os homens, com suas más e perversas cobiças, vêm a ser como os peixes que se comem uns
aos outros. Tão alheia coisa é não só da razão, mas da mesma natureza, que sendo todos criados no mesmo elemento, todos cidadãos da mesma pátria, e todos finalmente irmãos, vivais de vos comer.
(Padre Antônio Vieira)
Texto 4
OS DEZ MANDAMENTOS descrevem as exigências do amor de Deus e do próximo: Os três primeiros se referem aos deveres do homem para com Deus, e pode ser resumido em "Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo o entendimento" (Mt 22,37). Os outros sete mandamentos se referem ao amor ao próximo. E foi resumido assim: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mc 12,31).
Atividade proposta
Redija uma CARTA ARGUMENTATIVA de 20 a 25 linhas à edição da Revista Isto é, apresentando a sua posição sobre a homofobia no Brasil e o programa de combate a ela, criado no Rio de Janeiro “Rio sem Homofobia.” Relacione o conteúdo de sua redaçao aos textos 2, 3 e 4 explicitando se o seu ponto de vista está ou não em conformidade com eles.
quarta-feira, fevereiro 15, 2012
ARTIGO DE OPINIÃO
É comum encontrar circulando no rádio, na TV, nas revistas, nos jornais, temas polêmicos que exigem uma posição por parte dos ouvintes, espectadores e leitores, por isso, o autor geralmente apresenta seu ponto de vista sobre o tema em questão através do artigo de opinião.
É importante estar preparado para produzir esse tipo de texto, pois em algum momento poderão surgir oportunidades ou necessidades de expor ideias pessoais através da escrita.
Nos gêneros argumentativos, o autor geralmente tem a intenção de convencer seus interlocutores e, para isso, precisa apresentar bons argumentos, que consistem em verdades e opiniões.
O artigo de opinião é fundamentado em impressões pessoais do autor do texto e, por isso, são fáceis de contestar.
Para produzir um bom artigo de opinião é aconselhável seguir algumas orientações. Observe:
a) Após a leitura de vários pontos de vista, anote num papel os argumentos que mais lhe agradam, eles podem ser úteis para fundamentar o ponto de vista que você irá desenvolver.
b) Ao compor seu texto, leve em consideração o interlocutor: quem irá ler a sua produção. A linguagem deve ser adequada ao gênero e ao perfil do público leitor.
c) Escolha os argumentos, entre os que anotou, que podem fundamentar a ideia principal do texto de modo mais consciente, e desenvolva-os.
d) Pense num enunciado capaz de expressar a ideia principal que pretende defender.
e) Pense na melhor forma possível de concluir seu texto: retome o que foi exposto, ou confirme a ideia principal, ou faça uma citação de algum escritor ou alguém importante na área relativa ao tema debatido.
f) Crie um título que desperte o interesse e a curiosidade do leitor.
g) Formate seu texto em colunas e coloque entre elas uma chamada (um importante e pequeno trecho do seu texto).
h) Após o término do texto, releia e observe se nele você se posiciona claramente sobre o tema; se a ideia está fundamentada em argumentos fortes e se estão bem desenvolvidos; se a linguagem está adequada ao gênero; se o texto apresenta título e se é convidativo e, por fim, observe se o texto como um todo é persuasivo.
Reescreva-o, se necessário.
Por Marina Cabral
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura
Equipe Brasil Escola
É importante estar preparado para produzir esse tipo de texto, pois em algum momento poderão surgir oportunidades ou necessidades de expor ideias pessoais através da escrita.
Nos gêneros argumentativos, o autor geralmente tem a intenção de convencer seus interlocutores e, para isso, precisa apresentar bons argumentos, que consistem em verdades e opiniões.
O artigo de opinião é fundamentado em impressões pessoais do autor do texto e, por isso, são fáceis de contestar.
Para produzir um bom artigo de opinião é aconselhável seguir algumas orientações. Observe:
a) Após a leitura de vários pontos de vista, anote num papel os argumentos que mais lhe agradam, eles podem ser úteis para fundamentar o ponto de vista que você irá desenvolver.
b) Ao compor seu texto, leve em consideração o interlocutor: quem irá ler a sua produção. A linguagem deve ser adequada ao gênero e ao perfil do público leitor.
c) Escolha os argumentos, entre os que anotou, que podem fundamentar a ideia principal do texto de modo mais consciente, e desenvolva-os.
d) Pense num enunciado capaz de expressar a ideia principal que pretende defender.
e) Pense na melhor forma possível de concluir seu texto: retome o que foi exposto, ou confirme a ideia principal, ou faça uma citação de algum escritor ou alguém importante na área relativa ao tema debatido.
f) Crie um título que desperte o interesse e a curiosidade do leitor.
g) Formate seu texto em colunas e coloque entre elas uma chamada (um importante e pequeno trecho do seu texto).
h) Após o término do texto, releia e observe se nele você se posiciona claramente sobre o tema; se a ideia está fundamentada em argumentos fortes e se estão bem desenvolvidos; se a linguagem está adequada ao gênero; se o texto apresenta título e se é convidativo e, por fim, observe se o texto como um todo é persuasivo.
Reescreva-o, se necessário.
Por Marina Cabral
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura
Equipe Brasil Escola
quinta-feira, setembro 29, 2011
PARÓDIAS MODERNISTAS - SEMINÁRIO SÃO FRANCISCO
MAIS QUE QUADRILHA, BRASIL.
Carlão roubava José que roubava Fernando que roubava Mariano que roubava Aristides que roubava Machado que, por incrível que pareça, não roubava ninguém.
****************************************************************
MARIA, E AGORA?
E agora, Maria?
A água chegou,
O rio transbordou;
A casa a te o fim
A água inundou,
E agora, Maria?
E agora, você?
Você que é rico.
Que esnoba aos outros,
Você que é orgulhoso,
E ao pobre detesta?
E agora, Maria?
Está sem telhado,
Está sem portão,
Está sem seu cão,
Já não pode correr,
Já não pode andar,
A chuva desceu,
O ônibus fugiu,
A lágrima explodiu,
Não veio a alegria
E tudo alargou
E tudo esvaiu
E tudo estragou
E agora, Maria?
E agora, Maria?
Sua humilde morada
Seu instante de dor,
Sua força e fraqueza
Sua biblioteca,
Seus livros de estudos,
Seu vestido de noiva,
Seu álbum de fotos,
Sua história, e agora?
Com o caneco na mão
Quer tirar toda a água,
Mas não há como;
Quer morrer tranquilo,
Mas a água não deixa;
Quer ir para Rio do Sul,
Mas Rio do Sul não existe mais.
Maria, e agora?
Se você gritasse
Se você corresse
Se você tocasse
A valsa esperançosa
Se você nadasse
Se você morresse
Se você cansasse
Mas você não cansa
Você é forte, Maria!
Sozinha nas águas,
Qual peixe no mar
Sem teogonia
Sem seu amante
Para se encostar,
Sem barco vermelho
Que fuja das águas
Você nada, Maria!
Maria, para onde?
Zilmar Augusto M. de oliveira
************************************************************
DILMA
E agora, Dilma?
Você se candidatou,
o povo votou,
Você ganhou,
o povo gostou,
e agora, Dilma?
e agora, Você?
Você que tem renome,
que governa os outros,
Você que faz decretos,
que manda, protesta?
e agora, Dilma?
Você está sem marido,
está com discurso,
está com dinheiro,
pode empregar,
pode demitir,
e isso já o fez,
a justiça foi feita,
eles não gostaram,
a população é que gostou,
todos riram,
em uma pizzaria foram
e a Coca-Cola beberam
e a pizza comeram
e a batata-frita também,
e a agora, Dilma?
E agora, Dilma?
sua doce palavra,
seu instante de revolta,
sua gula em melhorar,
seu partido,
sua história,
seu autoritarismo,
sua fé,
sua esperança,
sua caridade, - e agora?
Com a faca na mão,
quer cortar o queijo,
o queijo foi roubado;
quer mudança,
mas ela não acontece;
quer voltar para Minas,
Minas não há mais.
Dilma, e agora?
se você gritasse,
se você gemesse,
se você sofresse,
junto com o povo brasileiro,
se você lutasse,
se você governasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
Você é dura como a Ditadura, Dilma!
Não sozinha no Congresso,
qual gado enforcado,
sem empatia,
sem parede nua
para se encostar,
sem melhorias
que mudem a vida sofrida,
Você governa, Dilma!
Dilma, como?
Seminarista Geferson Guisso
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O RIO
No meio da cidade tinha um Rio tinha um Rio no meio da cidade tinha um Rio no meio da cidade tinha um Rio. Nunca me esquecerei da ponte interditada da cidade inundada e eu sem fazer nada.
Nunca me esquecerei quando melhorei peguei a enxada balde e vassoura e comecei a ajudar.
Nunca me esquecerei que no meio da cidade tinha um Rio tinha um Rio no meio da cidade no meio da cidade tinha um Rio.
Marcos Schwengber
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E AGORA VINÍCIUS?
E agora Vinícius?
O ladrão já roubou,
Várias vezes, um montão!
Os seminaristas aflitos estão,
E os orientadores, falo nada não!
E agora Vinicíus?
O horário de informática acabou,
E a culpa não foi nossa não
Foi do nosso irmão que roubou,
É um cleptomaníaco! Ou não?
E agora Vinicíus?
Esta sem dinheiro
Pois o ladrão foi como um nevoeiro,
Esta pobre como um espinheiro.
Já não podemos mais ir a cidade,
Coitada da Panificadora Gabiroba
Que maldade e crueldade.
Já não podemos acessas nossas redes sociais,
Orkut, MSN, Facebook e tudo o mais.
Enfim escureceu,
E na manhã seguinte a carteira apareceu
E tudo acabou
Ou melhor, quase tudo,
Apenas o nosso privilegio não voltou.
E agora Vinicíus?
E agora Vinicíus?
O ladrão escondido está,
Vive a custa de vigiar e roubar,
Nosso coração está na mão,
E paciência não tenho mais não.
100 reais daqui 200 de lá,
E ainda que todos já saibam
Ele adora infernizar
E agora Vinicíus?
Augusto Luiz Gabriel
**************************************************************************
TINHA UMA DILMA NO MEIO DO CAMINHO
No meio dos candidatos tinha uma Dilma
Tinha uma Dilma no meio dos candidatos
Tinha uma Dilma
No meio dos candidatos tinha uma Dilma.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na frente daquelas urnas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio dos candidatos
Tinha uma Dilma
Tinha uma Dilma no meio dos candidatos
No meio dos candidatos tinha uma Dilma.
Gabriel Belém Paixão
***************************************************************************
AUTOPODER
Nelson Mandela espancava Zumbi que espancava Pelé,
que espancava Akon ,que espancava Gil ,
que espancava o Obama ,que não espancava ninguém .
Nelson Mandela foi para África,
Zumbi para o Quilombo,
Pelé se aposentou no futebol,
Akon ficou bilionário,
Gil exilado pela ditadura,
e Obama casou com Michela Obama que não tinha entrado na história.
Mateus Satin Maria
*********************************************************************
ROUBALHEIRA
José roubava João Goulart que roubava Lula que roubava Marina que roubava Juscelino que roubava Dilma que não roubava ninguém.
José foi para o Hospital, Lula para casa da família, João Goularte morreu no exílio, Marina ficou para babá do meio ambiente, Juscelino sofreu um desastre e Dilma casou com o Senhor Povo que ainda não tinha entrado na história.
Zilmar Augusto M. de oliveira
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CARAMANCHÃO
No meio do seminário tinha um caramanchão
Tinha um jardim no meio do seminário.
E Tinha um caramanchão
No meio do jardim tinha um caramanchão.
Nunca esquecerei dessa construção da minha feliz adolescência no seminário.
Nunca esquecerei que no meio do jardim tinha um caramanchão.
Tinha um caramanchão
Tinha um caramanchão no meio do jardim
No meio do jardim tinha um caramanchão.
Gabriel Dellandrea
Carlão roubava José que roubava Fernando que roubava Mariano que roubava Aristides que roubava Machado que, por incrível que pareça, não roubava ninguém.
Carlão fugiu para o Caribe, José foi reeleito, Fernando comprou um jato, Mariano contratou a filha, Aristides foi comer pizza e Machado sofreu impeachmnt, acusado de corrupção.
Tiago Gonçalves Camargo****************************************************************
MARIA, E AGORA?
E agora, Maria?
A água chegou,
O rio transbordou;
A casa a te o fim
A água inundou,
E agora, Maria?
E agora, você?
Você que é rico.
Que esnoba aos outros,
Você que é orgulhoso,
E ao pobre detesta?
E agora, Maria?
Está sem telhado,
Está sem portão,
Está sem seu cão,
Já não pode correr,
Já não pode andar,
A chuva desceu,
O ônibus fugiu,
A lágrima explodiu,
Não veio a alegria
E tudo alargou
E tudo esvaiu
E tudo estragou
E agora, Maria?
E agora, Maria?
Sua humilde morada
Seu instante de dor,
Sua força e fraqueza
Sua biblioteca,
Seus livros de estudos,
Seu vestido de noiva,
Seu álbum de fotos,
Sua história, e agora?
Com o caneco na mão
Quer tirar toda a água,
Mas não há como;
Quer morrer tranquilo,
Mas a água não deixa;
Quer ir para Rio do Sul,
Mas Rio do Sul não existe mais.
Maria, e agora?
Se você gritasse
Se você corresse
Se você tocasse
A valsa esperançosa
Se você nadasse
Se você morresse
Se você cansasse
Mas você não cansa
Você é forte, Maria!
Sozinha nas águas,
Qual peixe no mar
Sem teogonia
Sem seu amante
Para se encostar,
Sem barco vermelho
Que fuja das águas
Você nada, Maria!
Maria, para onde?
Zilmar Augusto M. de oliveira
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DILMA
E agora, Dilma?
Você se candidatou,
o povo votou,
Você ganhou,
o povo gostou,
e agora, Dilma?
e agora, Você?
Você que tem renome,
que governa os outros,
Você que faz decretos,
que manda, protesta?
e agora, Dilma?
Você está sem marido,
está com discurso,
está com dinheiro,
pode empregar,
pode demitir,
e isso já o fez,
a justiça foi feita,
eles não gostaram,
a população é que gostou,
todos riram,
em uma pizzaria foram
e a Coca-Cola beberam
e a pizza comeram
e a batata-frita também,
e a agora, Dilma?
E agora, Dilma?
sua doce palavra,
seu instante de revolta,
sua gula em melhorar,
seu partido,
sua história,
seu autoritarismo,
sua fé,
sua esperança,
sua caridade, - e agora?
Com a faca na mão,
quer cortar o queijo,
o queijo foi roubado;
quer mudança,
mas ela não acontece;
quer voltar para Minas,
Minas não há mais.
Dilma, e agora?
se você gritasse,
se você gemesse,
se você sofresse,
junto com o povo brasileiro,
se você lutasse,
se você governasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
Você é dura como a Ditadura, Dilma!
Não sozinha no Congresso,
qual gado enforcado,
sem empatia,
sem parede nua
para se encostar,
sem melhorias
que mudem a vida sofrida,
Você governa, Dilma!
Dilma, como?
Seminarista Geferson Guisso
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O RIO
No meio da cidade tinha um Rio tinha um Rio no meio da cidade tinha um Rio no meio da cidade tinha um Rio. Nunca me esquecerei da ponte interditada da cidade inundada e eu sem fazer nada.
Nunca me esquecerei quando melhorei peguei a enxada balde e vassoura e comecei a ajudar.
Nunca me esquecerei que no meio da cidade tinha um Rio tinha um Rio no meio da cidade no meio da cidade tinha um Rio.
Marcos Schwengber
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E AGORA VINÍCIUS?
E agora Vinícius?
O ladrão já roubou,
Várias vezes, um montão!
Os seminaristas aflitos estão,
E os orientadores, falo nada não!
E agora Vinicíus?
O horário de informática acabou,
E a culpa não foi nossa não
Foi do nosso irmão que roubou,
É um cleptomaníaco! Ou não?
E agora Vinicíus?
Esta sem dinheiro
Pois o ladrão foi como um nevoeiro,
Esta pobre como um espinheiro.
Já não podemos mais ir a cidade,
Coitada da Panificadora Gabiroba
Que maldade e crueldade.
Já não podemos acessas nossas redes sociais,
Orkut, MSN, Facebook e tudo o mais.
Enfim escureceu,
E na manhã seguinte a carteira apareceu
E tudo acabou
Ou melhor, quase tudo,
Apenas o nosso privilegio não voltou.
E agora Vinicíus?
E agora Vinicíus?
O ladrão escondido está,
Vive a custa de vigiar e roubar,
Nosso coração está na mão,
E paciência não tenho mais não.
100 reais daqui 200 de lá,
E ainda que todos já saibam
Ele adora infernizar
E agora Vinicíus?
Augusto Luiz Gabriel
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TINHA UMA DILMA NO MEIO DO CAMINHO
No meio dos candidatos tinha uma Dilma
Tinha uma Dilma no meio dos candidatos
Tinha uma Dilma
No meio dos candidatos tinha uma Dilma.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na frente daquelas urnas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio dos candidatos
Tinha uma Dilma
Tinha uma Dilma no meio dos candidatos
No meio dos candidatos tinha uma Dilma.
Gabriel Belém Paixão
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AUTOPODER
Nelson Mandela espancava Zumbi que espancava Pelé,
que espancava Akon ,que espancava Gil ,
que espancava o Obama ,que não espancava ninguém .
Nelson Mandela foi para África,
Zumbi para o Quilombo,
Pelé se aposentou no futebol,
Akon ficou bilionário,
Gil exilado pela ditadura,
e Obama casou com Michela Obama que não tinha entrado na história.
Mateus Satin Maria
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ROUBALHEIRA
José roubava João Goulart que roubava Lula que roubava Marina que roubava Juscelino que roubava Dilma que não roubava ninguém.
José foi para o Hospital, Lula para casa da família, João Goularte morreu no exílio, Marina ficou para babá do meio ambiente, Juscelino sofreu um desastre e Dilma casou com o Senhor Povo que ainda não tinha entrado na história.
Zilmar Augusto M. de oliveira
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CARAMANCHÃO
No meio do seminário tinha um caramanchão
Tinha um jardim no meio do seminário.
E Tinha um caramanchão
No meio do jardim tinha um caramanchão.
Nunca esquecerei dessa construção da minha feliz adolescência no seminário.
Nunca esquecerei que no meio do jardim tinha um caramanchão.
Tinha um caramanchão
Tinha um caramanchão no meio do jardim
No meio do jardim tinha um caramanchão.
Gabriel Dellandrea
quinta-feira, setembro 15, 2011
CRIANDO PARÓDIAS - DRUMMOND
A paródia é a recriação de um texto, geralmente célebre, conhecido, uma reescritura de caráter contestador, irônico, zombeteiro, crítico, satírico, humorístico, jocoso. A paródia constrói, assim, um percurso de desvio em relação ao texto parodiado, numa espécie de insubordinação crítica, cômica.
Leia alguns poemas de Carlos Drummond de Andrade:
NO MEIO DO CAMINHO

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra
***************************************************
JOSÉ
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?
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QUADRILHA
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.
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Temos acima, três poesias famosas de Crummond. Depois de uma leitura atenciosa, siga as instruções para a realização da paródia:
1. Você deverá criar, INDIVIDUALMENTE, uma paródia (releitura) de maneira crítica, não tanto humorística;
2. Você deverá manter traços da poesia original, mas dará um novo título;
3. Deverá entregar em uma folha A4, na data solicitada pelo professor; (manuscrito ou digitado);
(Atenção: Para a poesia "José", levando em conta a extensão da obra, você deverá fazer 3 estrofes, sendo que a primeira é obrigatória)
Boa Sorte
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