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sábado, abril 13, 2013

VANGUARDAS EUROPEIAS E O CUBISMO


Vanguardas culturais europeias.

Contexto histórico

Um agitado início de século na Europa.

No início do século XX, a Europa se encontrava em imensa turbulência. Problemas de natureza política entre países vizinhos deram início a desentendimentos locais acabaram assim provocando, em 1914, a Primeira Guerra Mundial. Juntamente com as instabilidades políticas, as pessoas tinham que construir um novo olhar para a vida, esta que estava abalada pelo impacto das descobertas tecnológicas que começam a causar espanto.
A teoria da relatividade abalou certezas centenárias e provocou uma verdadeira revolução na física. Quando Einstein afirmou a relatividade do tempo e da distância,


transformou o modo como às pessoas percebiam a realidade e avaliavam o universo. Nada mais era definitivo, nada era certo.
Outro grande abalo para a sociedade europeia foi o surgimento da psicanálise (quando Freud identificou o inconsciente humano). Mais uma vez as certezas ruíram. As dimensões da vida e do pensamento não podiam mais ser orientadas pelas referências herdadas pelo passado.

Vanguardas: ventos de
Inquietação e mudança

Vanguarda é originário do francês avant-guard  e significa “estar à frente, à dianteira de um movimento”. Nesse sentido, é empregado para dominar grupos de pessoas que, por seus conhecimentos ou por uma tendência natural, exercem papel de precursoras ou de pioneiras em determinado movimento cultural, artístico e científico.



Nas três primeiras décadas do século XX, o cenário artístico europeu também vivia um momento de grande agitação, pois diferentes movimentos artísticos, denominados Vanguardas, surgiram para estabelecer novas referências, não somente para a literatura, mas também na musica, escultura e pintura.


O novo século precisava criar as próprias referências estéticas. É nesse contexto histórico- cultural que nascem os vários “ismos”:
Ø  Cubismo;
Ø  Futurismo;
Ø  Expressionismo;
Ø  Dadaísmo;
Ø  Surrealismo;


O projeto artístico
das Vanguardas Europeias

Cada uma das vanguardas que surgem no século XX apresentam um projeto próprio, mas todas elas possuem um mesmo objetivo: romper radicalmente com os princípios que orientavam a produção artística do século XIX.
      O desafio encontrado pelos artistas é claro: encontrar uma nova linguagem capaz de expressar a ideia de velocidade captura e essência transformadora. Por isso toda a produção artística da vanguarda terá um caráter de ruptura, choque e de abertura.

Os agentes do discurso

A agitação cultural de Paris é imensa.  A própria cidade está de cara nova, reformada pelo projeto de desenvolvimento urbano implementado meio século antes pelo barão Haussmann.
      É nesse contexto de produção que as vanguardas são elaboradas. Surgem então os manifestos como meio de dar maior visibilidade às produções das diferentes vanguardas. O contexto de circulação dos manifestos é o jornal.


CUBISMO

O poeta francês Guillame Apollinarie foi o responsável pelo primeiro manifesto da literatura cubista em 1913 logo após as primeiras exposições de artistas como Pablo Picasso e Braque.Na sua obra Apollinaire procura aliar a visão destruidora dos futuristas à ideia de construção de algo novo.
 A literatura cubista valorizava a proposta da vanguarda europeia: aproximar ao máximo as várias manifestações artísticas como a pintura, a música, a literatura e a escultura. Daí, a preocupação dos poetas cubistas com a construção do texto. Os versos eram compostos em linhas curvas, os espaços brancos entre as palavras eram usados de tal maneira a criar (com formas geométricas, tipo poema figurado) imagens.
Apollinaire defendia a liberdade das palavras e a invenção de palavras, O resultado são palavras soltas, escritas tanto na vertical, como na horizontal, sem a continuidade tradicional. Propunha a destruição das sintaxes já condenadas pelo uso criando um texto de substantivos desprendidos, em desordem, jogados de forma anárquica no texto. Incentivava o menosprezo por verbos, adjetivo e pontuação. Pregava a utilização dos versos livres, ou seja, sem a necessidade da estrofe, da rima e da harmonia. Assim, como na pintura, as colagens passaram a ser incorporadas pelos textos poéticos.
A literatura cubista somente tomou forma através da poesia. A associação entre ilogismo, simultaneidade, instantaneísmo e humor foi explorado na busca de se criar novas perspectivas e afirmar a necessidade de se manter as coisas em permanente relação.

No Brasil a influência dessa vanguarda aparece na obra de Oswald Andrade:

Hípica
Saltos records
Cavalos da Penha
Correm jóqueis de Higienópolis
Os magnatas
As meninas
E a orquestra toca
Chá
Na sala de cocktails
(in: Poesias Reunidas. 5ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.)

Esse poema é claramente cubista. Para retratar uma corrida de cavalos na hípica, o eu lírico promove uma “sobreposição” de imagens que deslocam o olhar do leitor da pista e o dirige para o público.
O resultado é a criação de uma imagem plural composta de diferentes planos da própria realidade.


Veja as características do Cubismo na literatura:

•Ilogismo
Os textos cubistas são marcados pela supressão da lógica formal. O pensamento não é racional, ele aparece entre oconsciente e o inconsciente do escritor.
Linguagem caótica
 Como não há uma lógica, as palavras são soltas, dispostas aparentemente de uma forma aleatória.

•Tempo presente
 Para o escritor cubista, ansioso por viver o seu tempo, o tempo presente, tudo passa a ser tema para poesia, como por exemplo: viagens, paisagens e visões exóticas.

•Humor
Muito comum nos textos cubistas, provocado não só pelas ironias, mas pela própria disposição gráfica das palavras.

Livro didático: Abaurre, Maria Luiza M.
            Português: contexto, interlocução e sentido/
Maria Luiza Abaurre, Maria Bernadete M. Abaurre,
Marcela Pontanara – São Paulo: Moderna, 2008.



Seminário São Francisco de Assis
Alunos: Kaynan C. J. Fantebom e Matheus Borsói - 3º. Ano
Disciplina: Literatura
Professor: Ricardo Luís Mees 


DADAÍSMO E SURREALISMO


DADAÍSMO

Em 1916, durante a primeira guerra mundial, romeno Tristan Tzara espanta o mundo com mais uma vanguarda: o dadaísmo, ou Dadá, a mais radical e a menos compreensível de todas as vanguardas.
O Dadá vem para abolir de vez o logico, a organização, o olhar racional. A falta de sentido já anunciado no nome para a vanguarda. Segundo o próprio Tzara: “Dadá não significa nada”
O principal problema de todas as manifestações artísticas está, segundo os dadaístas, em almejar algo impossível: explicar o ser humano. Em mais uma afirmação retumbante, Tzara decreta: ”A obra de arte não deve ser a beleza em si mesma, porque a beleza está morta”.
A falta de logica e a espontaneidade alcançam na literatura sua expressão máxima. Em seu ultimo manifesto Tzara diz que o grande segredo as poesia é que “ o pensamento se faz na boca”.
Para orientar melhor seus seguidores, cria uma receita para fazer um poema dadaísta. Pegue um jornal. Pegue a tesoura. Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema . Recorte o artigo. Recorte em seguida com atenção algumas palavras que forem esse artigo e meta-as num saco. Agite suavemente. Tire em seguida cada pedaço um após o outro. Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco. O poema se parecera com você. E ei-lo um escrito infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público.  
Embora muitas das propostas dadaístas pareçam infantis aos olhos contemporâneos, é preciso levar em consideração o momento em que surgiram. Em uma Europa caótica e em guerra, insistir na falta de lógica e na gratuidade dos acontecimentos talvez não fosse um absurdo, mas o espelho critico de uma realidade incômoda.


SURREALISMO


Pregou à transgressão de valores sócias e morais, a dessacralização dos artistas e a nulidade das academias, assim se caracteriza a ultima das vanguardas europeias, o Surrealismo.
                O surrealismo foi uma corrente artística moderna que representava o subconsciente e o irracional. Teve como marco inicial a obra “manifesto surrealista” publicado em outubro de 1924, pelo artista André Breton.
O Manifesto Surrealista sugeria a restauração do instinto de dos sentimentos humanos como ponto de partida para uma nova linguagem artística. Para isso seria necessário que o homem fizesse um constante exame dos próprios sentimentos e chegasse a um ponto de espirito na qual não a mais contradições entre a realidade interna e externa.
                Os Surrealistas tentavam modelar qualquer forma de expressão em que a mente não exerce nenhum domínio, com isso tentavam trazer a tona o subconsciente que para eles que para eles seria a realidade mais profunda  do ser humano representada por formas abstratas ou figurativas simbólicas.

Fontes:
Abuarre, Maria Luiza M.Português: contexto, interlocução e sentido/ Maria Luiza Abuarre, Maria Bernadete M. Abuarre, Marcela Pontara. – São Paulo : moderna, 2008.

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/surrealismo/surrealismo.php

Seminário São Francisco de Assis
Alunos: Gustavo Gomes Ferreira e Lucas Dariva - 3º. Ano
Disciplina: Literatura
Professor: Ricardo Luís Mees


O EXPRESSIONISMO E O FUTURISMO


EXPRESSIONISMO

A tradução das vivências humanas.


O expressionismo foi um movimento artístico que surgiu no final do século XIX e início do século XX como uma reação à objetividade do impressionismo, apresentando características que ressaltavam a subjetividade.
O expressionismo desenvolveu-se principalmente na Alemanha, onde surgiram importantes grupos de artistas, tais como: Die Brücke (A Ponte), contemporâneo do movimento fauvista francês. Deste grupo, destacam-se Nolde e Kirshner, artistas comprometidos com a política e a situação social do seu tempo e também Edvard Munch, com sua maior obra o GRITO a mas conhecida tela do expressionismo.
O expressionismo  é um movimento artístico que procura a expressão dos sentimentos e das emoções do autor. A face oculta da modernização, o isolamento, a alienação, a massificação se fizeram presentes nas grandes cidades e os artistas acharam que deveriam captar os sentimentos mais profundos do ser humano, assim, o principal motor deste movimento é a angústia existencial.
O movimento expressionista é bastante influenciado pela Primeira Guerra Mundial, e seus quadros ressaltam um lado obscuro da humanidade, retratando faces marcadas pela angústia e pelo medo.
No expressionismo não há uma preocupação em relação à objetividade da expressão, mas sim com a exteriorização da reflexão individual e subjetiva dos artistas. Em outras palavras, não se pretende, simplesmente, absorver o mundo e reproduzi-lo, mas sim, recriá-lo. Entre suas características, podemos citar: o distanciamento da figuratividade, o uso de traços e cores fortes, a imitação das artes primitivas, entre outros.
   Os principais artistas
     o   Paul Gauguin
     o   Vicente Van Gorh
     o   Edvard  Munch
   Principais Características
     o   Pesquisar no domínio psicológico;
     o   Cores resplandecentes vibrantes fundistas ou separadas;
     o   Dinamismo improvisado, inesperado;
     o   Pasta grossa, martelada, áspera;
     o   Preferência pelo patético, trágico e sombrio.


FUTURISMO


Futurismo é um movimento literário que surgiu em 1909, com a publicação do manifesto Futurista, pelo poeta italiano Fillipo Tommaso Marinetti; os adeptos rejeitavam o moralismo e o passado. Suas obras baseavam-se nas velocidades e nos desenvolvimentos tecnológicos do século XIX. Os primeiros futuristas exaltavam a guerra e a violência. O primeiro manifesta futurista era: “Liberdade para as palavras”.
Manifesto futurista (1909)

1.       Queremos cantar o amor ao perigo, o hábito à energia e à temeridade.
2.       Os elementos essências de nossa poesia serão coragem, a audácia e a revolta.
3.       Tendo a literatura até aqui enaltecido a imobilidade pensativa, o êxtase e o sono, nós queremos exaltar o movimento agressivo, a insônia febril, o passo ginástico, o salto mortal, a bofetada e o soco.
4.       Nós declaramos que o esplendor do mundo se enriqueceu com uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida com seu adorno de grossos tubos como serpentes de fôlego explosivo... um automóvel rugidor, que parece correr sobre a metralha[...]
Manifesto técnico da literatura futurista
1.                É preciso destruir a sintaxe, dispondo os substantivos ao acaso, como nascem.
2.                Devemos empregar o verbo no infinitivo, para que se adapte elasticamente ao substantivo e não o submeta ao "eu" do escritor que observa ou imagina. O verbo no infinito pode, sozinho, dar o sentido de continuidade da vida e a elasticidade da intuição que a percebe.
3.                Deve-se abolir o adjetivo, para que o substantivo, desnudo conserve a sua cor essencial. O adjetivo, tendo em si um caráter de esbatimento, é incompatível com a nossa visão dinâmica, uma vez que supõe uma parada, uma meditação.
4.                Deve-se abolir o advérbio, velha fivela que une as palavras umas as outras. O advérbio conserva a frase numa fastidiosa unidade de tom.
5.                Deve-se abolir a pontuação e a suprimir os elementos de comparação.
6.                Façamos uso de símbolos matemáticos e musicais.
 

Uma literatura agressiva.

O lado sombrio do futurismo surge na Itália, com a chagada de Mussolini. O fascínio de Marinetti pela violência é aliado ao patriotismo e faz que transforme o movimento e um porta-voz do fascismo.


Fontes
Português: contexto, interlocução e sentido/ Maria Luiza Abaurre, Maria Bernadete M. Abaurre, Marcela pontara. São Paulo:Modeerna,2008.

Literaturas: brasileira e portuguesa: volume único / Samira Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa Souza.—2. ed.– São Paulo: Saraiva, 2009.

Seminário São Francisco de Assis
Alunos: Italo Viggiane e Maicon Custódio - 3º. Ano
Disciplina: Literatura
Professor: Ricardo Luís Mees



sexta-feira, junho 10, 2011

VANGUARDAS EUROPEIAS


É um conjunto que se compõem as tendências culturais, principalmente no campo das artes. As vanguardas surgiram em torno da primeira guerra mundial.

CUBISMO: é um agito artístico que surgiu no século XX, nas artes plásticas. Seus principais fundadores foram Pablo Picasso e George Braque. O cubismo tratava as formas da natureza por meio de figuras geométricas.
Principais características do cubismo:
·         Geometrização das formas e volumes
·         Renúncia a perspectiva
·         Representação de volume colorido sobre superfícies planas.

EXPRESSIONISMO: expandiu-se num grande número de campos: arquitetura, artes plásticas, literatura, música, cinema, teatro, dança, fotografia. O expressionismo costuma ser entendido como a deformação da realidade para expressar mais subjetivamente a natureza e o ser humano, dando preferência á expressão dos sentimentos.




FUTURISMO: o movimento rejeitava o moralismo e o passado, e suas obras se baseavam-se fortemente na velocidade e nos desenvolvimentos tecnológicos do final do século XIX.
Principais características do futurismo:
·         Valorização do desenvolvimento industrial tecnológico;
·         Pinturas com uso de cores vivas e contrastes;
·         Propaganda como a principal forma de comunicação.

DADAISMO: um artista importante foi Tristan Tzara.
Apesar da falta de sentido o movimento constatava contar a loucura da guerra.
Principais características do dadaísmo:
·         Ilógico e absurdo;
·         Oposição a qualquer tipo de equilíbrio;
·         No dadaísmo nada tem sentido;
·         Constrói obras que não dizem nada.

SURREALISMO: o surrealismo enfatiza o papel do inconsciente na atividade critica. Um dos seus objetivos foi produzir uma arte que, segundo o movimento estava sendo destruída pelo racionalismo.
Principais características do surrealismo:
·         Emancipação total do homem;
·         Irrealidade;
·         A arte como ferramenta.


Alunas: Fernanda, Andréia, Raquel, Jessica O., e Vanderléia

 Série: 3º. Ano I 

250 EXERCÍCIOS ANÁLISE SINTÁTICA

1. (UF-MG) Em todas as alternativas, o termo em negrito exerce a função de sujeito, exceto em: a) Quem sabe de que será capaz a mulher de...